FICÇÃO I - A ARRET
Brasília, 6 de novembro de 2017
Luiz Fenelon
Afirmo categoricamente: QUALQUER
SEMELHANÇA DO QUE AQUI É FALADO, COM FATOS REAIS, É MERA COINCIDÊNCIA.
Aqui vamos em nossa nave espacial
e chegamos a um bonito planeta chamado ARRET. Nele viviam bilhões de seres
bípedes. A grande maioria batalhando desesperadamente a cada dia para
sobreviver, um outro tanto, sobrevivendo em atividades diversas, a maioria
delas mecânicas, sem sentido, repetitivas e executadas durante a maior parte do
dia. O que sobrava de tempo era dedicado a deslocamentos para o trabalho, para
o descanso diário, destinado à necessária reposição de forças, e o resto, caso
houvesse, para lazer e convívio com a família e amigos.
No entanto, existia ainda uma
ínfima minoria abastada. Rica, muito rica, ela sozinha possuía a riqueza de
metade da população da ARRET. Essa ínfima minoria dedicava seu tempo entre o
ócio, criativo ou não, à opulência e aos vícios. Na verdade, o seu maior vício
era seguir acumulando a riqueza. Então dedicava, junto a alguns gênios
resgatados da massa dos bípedes, parte do tempo de seu ócio criativo, a sonhar
com um mundo que permitisse acumular cada vez mais e mais.
Junto a uma equipe, bem estruturada,
bem organizada, formada por técnicos, especialistas, pensadores e experts de
diversas áreas, oriundos dos não tão pobres, ou camadas médias da sociedade,
como gostavam de denominar-se, ela organizava estratégias para dominar e
apropriar-se das riquezas naturais, onde quer que ela fosse encontrada, ou
mesmo de criá-las, escravizando ou dominando mão de obra (oriunda das camadas
dos mais pobres, ou dos não tão pobres), onde houvesse disponível, segundo sua
conveniência.
Essa minoria vinha de longa data
e sempre foi muito hábil em seus empreendimentos. Recentemente ela se
encontrava em fase de expansão e estendia seu alcance a cada rincão da ARRET.
Como, aparentemente, a ocupação global – obviamente a ARRET também parecia um
globo - já não apresentava novos espaços, a equipe estratégica dos muito, muito
ricos, a ÍNFIMA MINORIA, tratava de incansavelmente descobrir novos territórios
ou países nos quais o domínio podia ser intensificado. No passado ela tinha
procedido a conquistas, extermínios de populações nativas, escravidão e
descobertas de novas regiões.
Agora ela inventava pretexto e atacava regiões já
ocupadas, usando seu poderio militar. Foi assim que ficou dona de grandes
reservas de petróleo existentes. Alguns países que recentemente descobriram
reservas, como um chamado OCIXEM, foram dominados por mecanismos financeiros e pressões
políticas, passando a viver constantes crises. O EUQARI, tinha sido atacado e
destruído, transformando-se apenas em um campo de petróleo, por forças da
aliança do Império, sob o pretexto de sentirem-se ameaçados por supostas armas
químicas inexistentes. Outros, como a
ALEUZENEV, passaram a ser atacados pela mídia local e internacional e ser palco
de uma sublevação mercenária, também vivendo uma grande crise e ainda vivem sob
ameaça de intervenção.
Mas eis que, talvez motivados por
algum gênio estrategista, ou um historiador que analisou fatos semelhantes, ocorridos
em um passado não muito distante, ou mesmo pelo lampejo criativo de algum estagiário,
com vocação para escalador social, a equipe estratégica da ÍNFIMA MINORIA
voltou os seus olhos para um país promissor que estava descobrindo um grande
potencial de riquezas, inclusive enormes reservas de petróleo.
Foi assim que começou a ser
elaborado o PLANO ESTRATÉGICO de reconquista
do LISABR. Reconquista, pois esse país já foi conquistado inúmeras vezes.
Como toda a ficção que se preza,
esta também terá o seu suspense e virá por capítulos. Este foi apenas o
primeiro, se minha imaginação permitir e a fantasia tiver estímulos suficientes.
Não percam.
A aventura continuará.
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