DESAFIO
O DESAFIO
Brasília, 11/07/2020
Luiz Fenelon
Uma semana se passou desde meu primeiro vídeo neste canal...
Serie: TEMPOS DE PANDEMIA,
Temporada um PANDEMIA E EU;
Episódio 1 - PANDEMIA
(sensações de despedida e falta de sentido ao viver a Pandemia);
Episódio 2 – ISOLAMENTO (o
isolamento que se sente na Pandemia e o isolamento como condição humana) e
agora;
Episódio 3 – O DESAFIO (a fria
em que me meti ao encarar a tarefa de quere me comunicar).
Por que DESAFIO? ... A semana
se passou em uma velocidade vertiginosa em minha cabeça. O passo inicial e
gravar foram tarefas relativamente fáceis. Mas as dificuldades logo começaram a
aparecer. Não é o mesmo ter conteúdo e ter a capacidade de comunicação. Menos
ainda, efetivamente, comunicar-se e ser aceito, ser demandado, cumprir uma
necessidade social, seja ela qual for... Por exemplo, ao falar isso me passam
pela cabeça um montão de teorias, desde a base EMISSOR RECEPTOR da comunicação,
até OFERTA e DEMANDA da economia...
Nem é preciso dizer que a TEORIA parece ser exatamente o contrário da
comunicação. Voltando ao assunto, nesta semana tentei dar os primeiros passos
no Youtube, no Instagram e avançar no FACE.
O primeiro a vencer, e confesso não consegui ainda, é a forma de relacionar-me
com a “nova” dinâmica digital. Nova já não é bem a palavra. Ela
explodiu no final dos anos 90s e, desde então avança de forma vertiginosa.
Nós - falo por mim e os que se identificarem - fomos formados, bem ou
mal (creio que predominantemente mal) em um mundo linear, cartesiano - VER,
JULGAR E AGIR era o avançado para nós. Eu acrescentaria, Ver – Julgar e
Agir e depois aguentar as consequências... Isso fizemos, durante toda a VIDA.
Na verdade, a maioria parava no VER. Ou seja, levava a
vida deixando-se ir na correnteza, sem perceber nem mesmo para onde era levado.
Outros ficavam no JULGAR. Diante dos acontecimentos e
episódios da vida, ou embarcavam conscientemente na rota estabelecida ou assumiam
a postura crítica, resmungona e azeda de tudo criticar, sonhando com saudosos
tempos que nunca existiram.
Aqueles que chegavam na fase 3 do JOGO DA VIDA, partiam para o AGIR.
Ação que podia ser de adaptar-se e viver neste sistema massacrante. Seguir o status
quo e nele avançar, buscando riqueza e poder em suas distintas formas,
chegando ao extremo de ações radicais para tal (não é o caso de especificar o
que seriam estas ações neste momento) e aqueles que, criticando a situação
vigente, questionando o “sistema” e insurgindo contra as injustiças
existentes, também chegaram ao agir, através de distintos tipos de ações, até
as mais radicais.
Hoje, o conhecimento se dá de outra forma... qual? Ainda não sei
exatamente... mas parece que já vem tudo misturado. Quando tive meus primeiros
contatos com a informática , o processo de aprendizagem seguia linear...estudávamos
o sistema binário, a partir do qual tudo começava. Hoje não ouço falar mais
dele. Até parece que não existe... quando muito, ouvimos falar de algoritmos...
(não confundir com o que me aterrorizava no colegial, os logaritmos).
Hoje, e daqui pra frente, tudo indica que fazer é prioritário e aprendemos no processo.
Não quero perder o bonde... vou tratar de fazer e descobrir se é assim
que se faz o caminho, caminhando, como dizia o poeta...
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