OBJETIVO BRASÍLIA 01/08/2020 LUIZ FENELON Como mencionei anteriormente, o objetivo deste canal, ou será melhor dizer, meu objetivo com este canal e a produção destes vídeos é somente expressar-me. Expressar o que sinto... No vídeo anterior, fiz referência a conceitos econômicos... Não quero enveredar-me por esse caminho no momento. Nem quero buscar temas conjunturais para gravar. Sinto que seria um caminho fácil. Até gravei um comentário sobre a suposta Reforma Tributária que o Ministro Guedes apresentou ao Congresso no dia 21 de julho. Neste espaço quero escrever sobre sentimentos, sensações e momentos de minha vida. Quero utilizar este espaço como um local onde possa extravasar essa necessidade de comunicação, aliviar essa pressão intracraniana. Será isso? Não sei... a expressão dos sentimentos e sensações é imensamente mais difícil, para mim, do que escrever sobre qualquer outra coisa. Há escritores que escrevem sobre seus conflitos psíquicos, mentais ou morais de forma tão rebuscada que nem eles entendem... Há outros, considero que em bem menor quantidade, que têm a capacidade de escrever sobre a vida e como a sentem, de forma quase coloquial. Entre estes, admiro especialmente dois... Um, que escreve sobre o cotidiano, de forma simples, direta, mas tornando extremamente interessante o que seria uma vida normal. É um cronista de sucesso, que sempre admirei e li frequentemente, até o começo dos anos 90. Ele é o FERNANDO SABINO. Escrever mais sobre ele me remeteria a pesquisar, o que não é o caso no momento. Seria muito melhor voltar a ler seus livros (voltar a lê-lo seria muito pernóstico, não?). O outro autor, que vem à minha lembrança com destaque, é o Máximo Gorki, escritor russo do começo do século passado, que na Rússia czarista, escrevia suas emoções, sentimentos e aventuras de andarilho, com uma viveza vibrante e transparente. Lendo seus contos parecia que eu vivia o momento descrito. Ele transmitia suas sensações e de seus personagens como se fosse um cotidiano vivido pelo leitor. Para mim é um mistério, como ele pode escrever assim e, além do mais, juntar, conservar e publicar suas obras. É uma coisa a pesquisar... Outros autores poderão ser lembrados e, seguramente, podem ser “classificados” como melhores, mais importantes que estes dois. Isto não é importante... O que quero mostrar aqui é o exemplo de quem escrevia por necessidade de abrir-se, necessidade de viver, ser protagonista e testemunha da vida, mesmo sendo ela uma vida normal e rotineira em Minas Gerais, ou sendo uma vida dramática de um vagabundo na conflitiva Rússia do começo do século XX. Parece fácil... mas como é difícil colocar em palavras o que sentimos no dia a dia de retiro forçado pela PANDEMIA neste Brasil que se encontra preste a rachar e a transbordar todo esse chorume acumulado.
OBJETIVO
ResponderExcluirBRASÍLIA 01/08/2020
LUIZ FENELON
Como mencionei anteriormente, o objetivo deste canal, ou será melhor dizer, meu objetivo com este canal e a produção destes vídeos é somente expressar-me. Expressar o que sinto... No vídeo anterior, fiz referência a conceitos econômicos... Não quero enveredar-me por esse caminho no momento. Nem quero buscar temas conjunturais para gravar. Sinto que seria um caminho fácil. Até gravei um comentário sobre a suposta Reforma Tributária que o Ministro Guedes apresentou ao Congresso no dia 21 de julho.
Neste espaço quero escrever sobre sentimentos, sensações e momentos de minha vida. Quero utilizar este espaço como um local onde possa extravasar essa necessidade de comunicação, aliviar essa pressão intracraniana. Será isso? Não sei... a expressão dos sentimentos e sensações é imensamente mais difícil, para mim, do que escrever sobre qualquer outra coisa. Há escritores que escrevem sobre seus conflitos psíquicos, mentais ou morais de forma tão rebuscada que nem eles entendem... Há outros, considero que em bem menor quantidade, que têm a capacidade de escrever sobre a vida e como a sentem, de forma quase coloquial. Entre estes, admiro especialmente dois...
Um, que escreve sobre o cotidiano, de forma simples, direta, mas tornando extremamente interessante o que seria uma vida normal. É um cronista de sucesso, que sempre admirei e li frequentemente, até o começo dos anos 90. Ele é o FERNANDO SABINO. Escrever mais sobre ele me remeteria a pesquisar, o que não é o caso no momento. Seria muito melhor voltar a ler seus livros (voltar a lê-lo seria muito pernóstico, não?).
O outro autor, que vem à minha lembrança com destaque, é o Máximo Gorki, escritor russo do começo do século passado, que na Rússia czarista, escrevia suas emoções, sentimentos e aventuras de andarilho, com uma viveza vibrante e transparente. Lendo seus contos parecia que eu vivia o momento descrito. Ele transmitia suas sensações e de seus personagens como se fosse um cotidiano vivido pelo leitor. Para mim é um mistério, como ele pode escrever assim e, além do mais, juntar, conservar e publicar suas obras. É uma coisa a pesquisar...
Outros autores poderão ser lembrados e, seguramente, podem ser “classificados” como melhores, mais importantes que estes dois. Isto não é importante...
O que quero mostrar aqui é o exemplo de quem escrevia por necessidade de abrir-se, necessidade de viver, ser protagonista e testemunha da vida, mesmo sendo ela uma vida normal e rotineira em Minas Gerais, ou sendo uma vida dramática de um vagabundo na conflitiva Rússia do começo do século XX.
Parece fácil... mas como é difícil colocar em palavras o que sentimos no dia a dia de retiro forçado pela PANDEMIA neste Brasil que se encontra preste a rachar e a transbordar todo esse chorume acumulado.